Banda sonora deste Domingo de manhã:
o costume (no melhor sentido possível) a tocar
Elite athelete & Arundel - late night walk home.
A história desta semana podia ter inúmeros títulos, tantos foram os contextos, espaços e emoções onde me movi.
(e a música "sobe" para
Balmorhea - Bowspirit (gostava de ter mais tempo para explorar as deixas do Pedro!).
Mas olhando para trás, um exercício que devia fazer mais vezes, escolho este: a desconfiança está a desaparecer! Esta cidade está-se a tornar minha, ou será ao contrário?!
Tive teatro. Curtas numa qualquer linha entre o amador e o profissional, num ambiente intímo na cave de um pub:
The factory. Pista com chão de luz. Títulos (autores e actores) escritos numa lousa. Público escolhia a ordem e os papeis (1st/2nd…) dos actores. Houve interpretações fantásticas. As minhas favoritas:
- uma pessoa aborda outra na rua reconhecendo a sua origem (outro país, terra) por te-la ouvido falar ao telefone. Esta, a segunda, inicia o diálogo intimidada pois não reconhece a primeira que claramente sabe muito sobre a sua vida do passado. Papeis invertem-se quando a primeira se expõe ao ponto de dizer que a segunda foi carcereiro numa prisão onde ela recebeu maus tratos (presumivelmente num país estrangeiro, lutas étnicas…). Aí o carcereiro torna-se o mais forte e dominador dizendo “que ainda há muitos de nos aqui e que não adianta fugires que te vamos apanhar”…
- casal disfuncional!!! A mulher chega a casa 2 horas depois de ter saído do trabalho e com o telefone sempre desligado. Companheiro deixou queimar o jantar POR CAUSA dela, estava preocupado... Mas ela foi em piloto automático para a sua antiga casa, uma pequenino apartamento onde agora vivem 7 pessoas de uma família da Europa de Leste que a acolheram muito bem. E eram tudo o que eles os dois não eram (doces, amigáveis, compreensivos…)…
Proximidade com o publico sem exageros que eu detesto.
Houve
Ballet Black. Uma colagem incoerente de 4 peças. Muito boa música (gravada). Bailarinos medianos. Criatividade reduzida. Mas, bons momentos de movimento. Foi bom!
E ontem, depois de umas horitas no Instituto houve
Chris Ofili e
Henry Moore. Não vos maço com os meus comentários e divagações.
E claro, já houve cardiomiócitos que batiam!!! Ajuda preciosa da M (é incrível como comentários simples de quem sabe e tem os olhos bem abertos podem ajudar).
Também houve esquecimento de um aniversário de quem não merece que se esqueça (vergonha de telefonar a pedir desculpa) e uma festa do bigode onde não estive.
Mas a cima de tudo, não estranhei a confusão da hora de ponta, caminhei livremente pelas ruas, tive saudades mas senti-me em casa...
Daqui a pouco saio do Instituto e só me apetece uma tarde em frente à televisão a ver filmes de qualidade duvidosa (mas há tanto trabalho do PWG para fazer...).
Bom Domingo!